• Clinica Santa Catharina

Julho Verde - Câncer de Glândulas Salivares


As glândulas salivares produzem e secretam saliva, que lubrifica a boca e a garganta, contém enzimas que dão início ao processo de digestão dos alimentos e contém anticorpos e outras substâncias que ajudam a prevenir infecções desses órgãos. 


Há dois tipos de glândulas salivares: maiores e menores.


Existem três conjuntos de glândulas salivares maiores em cada lado do rosto: as parótidas, as submandibulares e as sublinguais. As parótidas, que ficam logo à frente das orelhas, são as maiores de todas. As submandibulares, que ficam abaixo da mandíbula, são menores e produzem saliva debaixo da língua. As glândulas sublinguais são as menores de todas, ficam sob o soalho da boca, e são raros os casos de câncer nesse tecido.


As glândulas salivares menores são estruturas muito pequenas e encontram-se dispersas por toda a mucosa que vai da boca até a parte inferior da faringe, com maior concentração na boca, especialmente no palato (céu da boca).


Tanto as glândulas salivares maiores quanto as menores podem desenvolver tumores benignos ou malignos. O câncer das glândulas salivares corresponde a cerca de 0,3% a 1% de todas as neoplasias malignas e responde por cerca de 5% a 7% dos cânceres de cabeça e pescoço.

Os tumores são mais frequentes nas glândulas parótidas, seguidos pelas glândulas submandibulares, glândulas salivares menores e sublinguais.


Sinais e Sintomas de Câncer de Glândulas Salivares


As glândulas salivares maiores estão localizadas aos lados da face e sob a língua. Muitos nervos e estruturas passam próximos e podem ser afetados por tumores formados nas glândulas salivares.


Os possíveis sinais e sintomas do câncer das glândulas salivares incluem:

  • Massa ou nódulo no rosto, pescoço ou boca.

  • Dor contínua no rosto, pescoço ou boca.

  • Diferença entre o tamanho ou forma de um dos lados do rosto ou pescoço, comparado com o lado contralateral.

  • Dormência em parte do rosto.

  • Fraqueza nos músculos do rosto.

  • Problemas para abrir a boca amplamente.

  • Drenagem de líquido à região auricular.

  • Dificuldade para engolir.


Diagnóstico

Em alguns casos, um exame clínico feito por médico especialista já é suficiente para indicar o tratamento. Porém, na maioria dos casos, é necessário realizar exames por imagem para avaliar a extensão e a natureza da lesão, que geralmente incluem Ultrassonografia e/ou Tomografia Computadorizada e em alguns casos como o de câncer de parótida a opção é a ressonância magnética. A biópsia por aspiração por agulha fina (BAAF) pode ser feita em alguns casos para definir se a lesão é benigna ou maligna. Por causa da grande diversidade dos tumores das glândulas salivares, muitas vezes não se consegue ter um diagnóstico mais preciso antes do tratamento definitivo.

Para diagnóstico dos tumores das glândulas salivares menores pode ser necessário a punção com agulha fina, ou biópsia incisional.


Tratamento

O tratamento mais comum para o câncer das glândulas salivares é cirúrgico. Porém depende da extensão da lesão e do estado clínico do paciente.




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